JAC lança o T5 com câmbio CVT

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22/11/2016
JAC lança o T5 com câmbio CVT

Depois de lançar o suve T5 no Brasil, no final de fevereiro deste ano e dois meses depois eu ter feito o teste dele “no uso”, a JAC Motors apresentou nesta sexta-feira (18) a versão com câmbio automático CVT. Longamente aguardada por muitos, pois segundo o diretor-presidente da JAC aqui, Sérgio Habib, 75% dos crossovers e suves vendidos no Brasil são automáticos, a versão do T5 com o automatismo proporcionado pelo câmbio CVT deverá fazer muitos olharem com olhos diferentes este chinês que tem tudo menos a “carronalidade” de seu país. Isso quer dizer que de chinês não tem nada.

Frisei isso bastante nos dois textos com link acima, que recomendo reler ou ler, uma vez que seria redundante falar tudo aqui de novo.

O JAC T5 automático CVT chega com o mesmo preço da versão manual de seis marchas, R$ 69.990 — seu preço definido R$ 5.000 mais, R$ 74.990, mas no começo, como promoção, será vendido pelo mesmo preço do do manual. Até quando, a JAC se absteve de informar. As versões manual e automática conviverão e a previsão de vendas é 300 veículos por mês.

A novidade do JAC T5 é o câmbio automático CVT

O câmbio é fornecido pela empresa belga Punch Powertrain e resultou num acréscimo de peso de apenas 10 kg aos 1.210 kg da versão manual de seis marchas, que tem o mesmo número de marchas, só que virtuais. A conexão do motor com o câmbio é por embreagem em banho de óleo.

As trocas de marchas virtuais são feitas pela alavanca seletora trazendo-a da posição D para a esquerda, quando o câmbio entra em modo S e a faixa de relações fica mais estreita e o acelerador fica mais rápido. A partir desse ponto pode-se trocar manualmente. Para sair do modo a alavanca é levada para a direita, voltando ao D. Para voltar ao S, novamente traz-se alavanca para mais perto. Tudo fácil e intuitivo. E quando em trocas manuais é indicado no centro do velocímetro a marcha em uso.

A sensação de trocas é perfeita, como se tratasse de um câmbio de relações próximas, embora nas reduções não haja aceleração interina. A ligação mecânica proporcionada pela embreagem contribui para a boa sensação. Quando o motor chega a 6.250 rpm é feita a troca ascendente automaticamente.

Identificação externa do novo câmbio

A operação automática é boa, permite retomar sem variar logo a rotação, que só aumenta ao se pisar mais fundo no acelerador. Esse aumento provoca invasão do ruído do motor um pouco maior do que seria desejável, menos percebida na versão de câmbio manual.

A última relação do CVT dá uma v/1000 um pouco menor que no câmbio manual, 38,6 km/h contra 41, 9 km/h, o que eleva o giro a 120 km/h de 2.900 para 3.100 rpm. O controlador automático de velocidade, inexistente na versão manual, com comando no raio esquerdo do volante, é fácil de usar.

O mesmo T5, só mudou o câmbio

A JAC não informou consumo, que deve ser um pouco maior do que com o câmbio manual, que pelo Inmetro é, com gasolina, 9,6/12,2 km/l cidade/estrada, e com álcool, 6,8/8,2 km/l. O carro que dirigi estava com gasolina e na rodovia dos Bandeirantes, sentido Capital, saindo do km 84, o computador de bordo indicou 10,0~10,5 km/l a 120 km/l, mas sem ar-condicionado. O único problema, de fato, no T5 é o tanque de apenas 45 litros. Pelo menos mais 5 litros seriam bem-vindos.

Elegante, espaçoso e com ótimo porta-malas, e seis anos de garantia, é certeza de tranquilidade, combinado com um rodar confortável e uma excelente estabilidade. Sua dotação de itens de conforto, comodidade e conectividade é elevada, como pode ser visto na lista abaixo em seguida à ficha técnica.

O consumidor que deseja passar ao mundo dos suves tem no JAC T5 uma boa opção considerando tudo o que foi dito nas duas matérias anteriores, e agora, com o CVT, um peso importante a mais na sua decisão.